Bela cidade das Gerais!

Bela cidade das Gerais!
Imagem feita por Sotnas Odlabu em São João Del Rei MG em nov de 2016

E AQUI, OS QUE POR CÁ VIERAM UMA, E CONTINUAM VOLTANDO OUTRAS VEZES!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Homenagem


Imagem feita em Amparo-SP em maio de 2014, por Sotnas Odlabu




Trinta e sete anos atrás, o encontro.
Trinta e cinco anos atrás, o casamento,
Quão belos foram e ainda espero serão,
Nossos momentos


Bastou nos conhecermos,
Ainda que por vezes,
Nem tudo entre nós,
Tenha ficado entendido,
Estes trinta e cinco anos se passaram,
De maneira tão intensa,
Com a benção de Deus, e,
E também por nós,
Termos sempre, nos compreendido,
Fazendo com que todos os dias convividos
Fizesse qualquer um de nós, qualquer destes momentos,
Um sequer, se fazer perdido,
E por este motivo, sou eu deveras agradecido,
Ao criador, por te ter conhecido!

         Sotnas Odlabu


domingo, 31 de agosto de 2014

É esta minha pretensão, de envelhecer, até não mais poder!

Nem tudo que conhecemos resiste a passagem do tempo, sendo assim, seria deveras ingratidão minha não ser feliz por cada dia que tenho a oportunidade de observar tudo que me cerca, pois cada tudo tem sua parte de beleza e felicidade!
Imagem feita em Campos do Jordão - SP em agosto de 2014, por Sotnas Odlabu!


 Ah, esta determinação,
 Que habita minha mente,
E me faz recusar se deixar dominar,
Tal como este corpo, sempre a me lembrar,
Pelo desleixo típico, quando jovem,
Que escondia dor, nas atitudes,
Tão efusivas de adolescente,
A inexperiente juventude,
Tem suas consequências, mas,
Ainda assim,
Não vai me ouvir reclamar,
Pois tenho vivido de modo intenso,
E, talvez o distanciar do tempo,
Esteja adicionando a este ancião, pretenso,
Esta condição de tão facilmente se emocionar,
Ah, condutor inclemente,
Segue demonstrando em todos os momentos,
Que não mais serei capaz de te acompanhar,
Assim mesmo, sigo em meu lento caminhar,
Sim, como a te dizer a todo instante,
Que apesar desta condição em mim deixada,
Esteja certo que não vai me ver sofrer,
E todas às vezes me espiar,
Não vai me ver pedir para esperar,
E assim não vai deste passageiro desdenhar,
Pois não vai me ver ficar parado,
Somente a observar,
Você por mim, pela segunda,
E a não desejada,
 E derradeira vez passar! 
Sotnas Odlabu

domingo, 3 de agosto de 2014

E nada mudou...

Imagem feita em Caxambu no parque das águas, em janeiro de 2014 por Sotnas Odlabu.


Não somos todos mas, grande parte de nós ainda segue fazendo tudo ao gosto do malvado e sujo sistema. Claro que não se sabe até quando vão crer nas fantasiadas conversas que lhes são "gentilmente" implantadas ouvido a dentro!


 

E assim tentamos seguir de estômago revirado,
Por ser a todo instante ludibriado,
 Não aprendendo nada com o passado,
Vivendo um presente despedaçado, e,
A caminhar por estes atalhos, e neste passo,
Para um futuro que jamais será presenciado.
Ah, como ficaria feliz em,
Estar por estes pensamentos, enganado!
                                 Sotnas Odlabu

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Brazuca para aqueles que a tratam de vossa excelência, gorduchinha para os íntimos!

Imagem retirada da internet,

Durante esta copa de futebol no Brasil, tenho presenciado em alguns jogos, alguns mal tratos a esta esta rainha de arredondadas formas, bem como a punição aos que se dizem saber conduzir  esta que por vezes rolando, saltitando, ou mesmo com intensa rapidez cortar o ar em boa direção, e aquietar-se por instantes para ouvir a platéia aos gritos extasiados e encantados por seus movimentos reinantes no campo de jogo!




Eu, na minha particular, e talvez até simplória ignorância, sigo pensando que este nome escolhido para esta rainha de formas tão redondas e perfeitas, e que encanta não somente os vinte e dois jogadores em campo que ficam o maior tempo com ela na condução dos seus direcionados movimentos não se faz justo, creio que não soa deveras íntimo entre ela e os que a ela tentam lhes dar movimentos e trajetórias da mesma forma deveras encantadoras. 
Brazuca, não, definitivamente não soa tão bem quanto aquele carinhoso “gorduchinha,” que o inesquecível narrador esportivo Osmar Santos sempre a chamava, em suas narrações de partidas deste encantador de pessoas de todas as raças e classes sociais neste nosso igualmente aredondado planeta terra.
Pois é, a bola, que encanta vinte e dois artistas que, deveras encantado por ela quase sempre conseguem em noventa minutos de jogo, entre algumas carreiras atrás dela, ou por vezes com chutes perfeitos que a faz se movimentar com calculada graciosidade direcionada encanta outros milhões que assistem deveras extasiados todos os movimentos da gorduchinha que no campo de jogo reina absoluta a atenção dos jogadores e os olhares de toda a plateia. E somente por este motivo que creio que o nome escolhido para chama-la cá nesta pátria de tantas chuteiras e tantos técnicos “conhecedores” do encantador e tão mal administrado futebol não condiz com a intimidade dos envolvidos no trato da principal protagonista deste espetacular esporte chamado futebol!
Mas, é como eu já disse, é simplesmente a minha tão quase insignificante de tão simples, opinião, e ainda assim, nesta minha simplicidade, eu não consigo ficar contra o selecionado representante desta minha pátria, mesmo que eu não esteja de acordo com os meios articulados e usados para chegar a este fim, que é a realização deste evento o campeonato mundial de futebol nesta nossa pátria, não serei um vira casaca como chamam alguns que, são contra até o momento em que de alguma maneira particular sejam agraciados com algum benefício do evento e, bem não vou lembrar aqui de motivos e pessoas entristecedoras, mas sim deste esporte que nos foi apresentado por um inglês e nós desta pátria o tornamos em um espetáculo tão digno de encantar até reis e rainhas de outras pátrias, um espetáculo tão dignamente encantador é o futebol praticado com esta gorduchinha que pausou até uma guerra em uma das pátrias deste nosso planeta gorduchinho chamado terra!  
Ah, esta gorduchinha que impulsionada por chutes e cabeçadas tão genialmente desferidas nela, e com a deveras intimidade por ela exigidas a fazem descrever no ar ou no verde gramado de jogo, direções em retas ou parábolas, sempre a procura de um canto apropriado para se aninhar.
E quando isso acontece, não com a mesma intensidade das buscas, ou vontade dos que a direcionam, mas algumas vezes por algum capricho do acaso, ou talvez guiada pela vontade da equipe contrária, ela insiste em passar tão junto ao canto em que deveria aninhar-se e com este gesto fazer aquele momento explodir de felicidade intensa onze dos vinte e dois que a ela tentam direcionar para um demarcado e premiador cantinho chamado de meta, onde por vezes se posicionam em forma de barreira protetora os outros onze artistas que disputam possuí-la e direcioná-la ao tão feliz cantinho, a meta adversária.
Assim é o futebol, onde o encantamento não somente se resume ao momento em que a gorduchinha se aninha nas redes e a faz balançar feito um véu de noiva ao vento, quando os tantos milhares que assistem extasiados explodem em uníssono grito de gol, mas também nos movimentos que antecederam a rainha gorduchinha balançar as redes.
Para finalizar, brazuca, gorduchinha bola, seja qual for o nome, o que mais importa neste momento é que a tristeza de alguns desta nação se foi com outras nações que não souberam tratar a encantadora rainha bola com a devida intimidade, talvez por acreditarem que ela gostava de ser chamada de brazuca e por isso se foram mais cedo, deixaram a disputa, pois sempre existirão alguns tristes, para a intensa felicidade de outros tão artisticamente íntimos da gorduchinha bola do jogo!
E como a todos, me encanta deveras esta gorduchinha, sempre que se move impulsionada pelos artistas na elaboração e condução deste belo espetáculo chamado futebol, desde os tempos de miúdo ser, pois assim é. Quem não sabe fazer, somente resta admirar e aplaudir aos que sabem!
  
                                                        Sotnas Odlabu

terça-feira, 10 de junho de 2014

É sempre uma decepção seguida de outras, e outras e...

Imagem feita em março de 2014 por Sotnas Odlabu, em São Pedro-SP


Sou grato ao criador, por tudo quanto me proporcionou neste viver, assim como poder conhecer lugares assim, feito o desta imagem acima, mas, nem por isso vou me vendar quanto aos verdadeiros propósitos dos que arquitetaram e conseguiram a realização desta copa do mundo de futebol no país, exatamente neste momento!





Como em tantas outras vezes, esta nação se fez ludibriar pelas escolhas que fez nas urnas, e ao invés de colher benefícios e melhorias em nosso viver, colhemos e colecionamos inúmeras e insuportáveis decepções, cuidado vocês que não se cansam por decepcionar, tudo tem um limite!
Claro que não são tantos assim neste país que não gostam de futebol, mas assim como eu, tantos que gostam de futebol, não concordam com as atitudes que os dirigentes desta nação fizeram para que se realizasse neste ano esta que é uma das maiores confraternização entre povos que gostam e praticam o futebol, assim como nós brasileiros!
 Acorda nação brasileira, se lembrem da antiga e deveras certa frase, Desde que nos consideramos responsáveis, também é deveras justo que assumamos as responsabilidades por nossos atos, bem como das consequências deles.
O que digo é que sempre que o povo é submetido ao divertimento, consequentemente após este divertimento, após esta alegria, choramos as consequências dos excessos da diversão, após a copa todos vamos chorar os excessos, é só aguardar!
E não percebem o povo desta nação, mesmo quando os seus dirigentes dão-se tiros nos próprios pés, nem assim eles acreditam que estes enviados do mal jamais se preocupam com nós que os elegemos!
E sei que não será tarefa fácil me livrar desta dor trazida por tantas decepções, pois sempre os que cumprem com o devido dever ao final ainda nos são infligido assistir aos vampiros insaciáveis usufruir de todas as comodidades que construímos ao longo deste nosso sofrido viver, não há como não ficar deveras decepcionado e irado!

 Certa vez, eu ouvi um amigo meu dizer.
Pobre daquele homem que crer em outro homem!

Faz sentido!                                 
                                                            Sotnas Odlabu

   

domingo, 11 de maio de 2014

Infantis lembranças em homenagem!

Esta imagem, talvez demonstre o quanto são fortes as mães, e também a segurança em que sempre conduz suas crias!
imagem feita cá em casa, por eu, Sotnas Odlabu, em setembro de 2012.


Olhando para ela nos dias de hoje, não me parece à mesma mulher que trago na memória dos tempos de infância.
Ainda que seja o mesmo ser, mas, o meu recordar sempre me deixa ver as imagens de uma jovem mãe que, ainda que duramente afetada pelas condições em que vivia demonstrava em seus olhos aquela alegria por viver, era isso que eu percebia em seus olhos, enquanto ela me vestia para ir à escola todas as manhãs.
E desde aqueles primeiros momentos que iniciei minha admiração por aquele tão iluminado ser, que, desde minhas primeiras palavras aprendi a chamar de mãe!
 Eu não a condeno, por hoje sob as mais de sete décadas ela não ser mais tão entusiasta do bem que sem a colaboração dela eu cá não estaria que é, viver!
Mas, ao mesmo instante sou tomado por enorme tristeza desejar sempre que a encontro o final de sua estadia cá entre nós, ainda que tenha sofrido grande parte de seu viver, mãe, ainda que meu pai não tenha sido o príncipe encantado que sonhava, e que a tenha deveras maltratado, eu como sendo cria sua, fico deveras entristecido por não saber uma maneira de lhe proporcionar momentos de alegria, assim como era antes no teu viver, e é por isso que meu desejo será sempre contrário ao seu, pois eu desejo que viva por todo tempo que lhe seja permitido, pois este mundo sem você, não seria já, tão divertido!
Parabéns por todos os teus dias, e não somente por este, mamãe, e parabéns a todas as mães em todos os dias de vossas vidas também!
                                                                                    Sotnas Odlabu

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tag Sete Coisas


Olá meus amigos, nesta postagem estou retribuindo o convite feito pela nossa amiga Carla Ceres do blog Algo Além dos Livros para participar da tag sete coisas. Uma diversão pelas respostas, mas que nos faz conhecer mais uns aos outros pelo que gostam!
Agradeço a Carla pelo convite, peço desculpas pela demora, mas, enfim, aqui estão apenas sete coisas, das tantas que tanto gosto!  

Prezada Carla, obrigado por lembrar este amigo leitor e admirador de tuas postagens!

http://carlaceres.blogspot.com.br



1 – Gosto de ler, ainda que leia as postagens dos blogs amigos, ainda não consegui ler um livro no monitor do PC ou no tablet, pois ainda prefiro aproveitar o momento em que viro a página do livro para criar na imaginação mais imagens do trecho que acabei de ler, ou mesmo fazer aquela pausa para relaxar os olhos!



2 – Gosto deveras de viajar.
Esta é a girafa Gigi, nossa mascote que está sempre com a mala pronta para viajar, e nos segue há muito, e sempre alegre!

3 – De navegar na rede, e também visitar e ler os vários blogs amigos que sempre postam belos escritos e imagens também!
Imagem feita por Sotnas Odlabu!

4 – De assistir filmes, por vezes no cinema, outras vezes em casa, é mais aconchegante, e podemos repetir quantas vezes quisermos as cenas, claro que não posso dispensar a grande sala escura e enorme tela e toda a magia das salas de projeção! 
Imagem feita durante a reprodução no monitor, em casa por Sotnas Odlabu!

5 - De fotografar a natureza,
Imagem feita em Caxambu -MG em janeiro 2014, por Sotnas Odlabu

e detalhes, de tudo que nela vive!
Imagem feita em Caxambu- MG em janeiro de 2014, por Sotnas Odlabu

6 - E de saber que sou uma diminuta parte neste solo, coberto por esta belíssima imensidão azul!

 Imagem feita em Piracicaba em Março de 2014, por Sotnas Odlabu

7 - E gosto sempre de me lembrar que não conheço tudo, no entanto sou eternamente grato ao criador, por estar por cá, e pelo pouco de tudo que conheço, e isso me faz querer viver mais, e assim conhecer outro pouco de tudo que ainda há para conhecer,

Imagem feita em Piracicaba em março de 2014, por Sotnas Odlabu

assim como outros tantos belos por do sol feito este,


Imagem feita em Piracicaba, em março 2014, por Sotnas Odlabu

ou mesmo uma simples, porém nem por isto menos bela flor feito esta deste mundo que nos rodeia!



É isso, creio que sou normal, mas agora devo indicar sete amigos e seus respectivos blogs para participar desta brincadeira, assim indico os seguintes!

Ingrid - blog http://perfumesepalavras.blogspot.com.br

Mariazita - blog http://acasadamariazita.blogspot.com.br


Néia Lambert - blog http://eternosim.blogspot.com.br


Smareis - blog http://caminhostropecosevitoria.blogspot.com.br

Lani - blog  http://zilanicelia.blogspot.com.br


Rita Sperchi - blog http://cantinhovirtualdarita.blogspot.com.br


Vanessa Palombo - blog http://www.escritoradeartes.com

                   
                                         Divirtam–se todos, e obrigado!
                                        Sotnas Odlabu





terça-feira, 1 de abril de 2014

01 de Abril, dia dos mentirosos!

Imagem feita por Sotnas Odlabu, em Santos em janeiro 2014

Talvez a imagem não represente o texto, mas, eu escolhi por ser esta imagem tão verdadeiramente falsa, ou seja, nada das formas que vemos é a mesma no momento seguinte.



Desde que me conheço, o dia de hoje, assim falava minha mãe, é conhecido como o dia dos mentirosos!

Sendo assim dedico este dia a todos aqueles que comandam o sistema neste nosso país, pois não são conhecidos por louváveis atitudes, mas sim por suas ilimitadas e nunca explicáveis MENTIRAS.

Parabéns mentirosos desavergonhados!

                       Sotnas Odlabu

sábado, 15 de março de 2014

Maravilha de espetáculo!

Imagem feita em Santos-SP em janeiro 2014 por Sotnas Odlabu.



Quando me pediram para olhar pela janela atendi prontamente, e não me arrependi do que avistei!

Avistei e por momentos fiquei observando e registrando.
Apenas digo que do lado oposto a este da imagem, nas paredes das construções iluminadas por esta brilhante e encantadora luz dourada do fim de tarde, já prestes a chegada da noite, e olhando para o lado responsável observei e me encantei com este magnífico espetáculo que a natureza nos apresente todos os dias, e, no entanto poucos se dão conta em observar!
E assim nada mais pude fazer além de ficar encantado e, agradecer ao criador por me proporcionar chegar ao final de outro dos belos dias em condições de assistir a tão brilhante exibição!
Simplesmente, belíssima esta natureza!
                 Sotnas Odlabu

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Das lições da infância, nenhum trauma, ainda que jamais esquecidas!

Imagem feita em Caxambu-MG, no parque das Águas, janeiro 2014, por Sotnas Odlabu.


Como podem observar a pessoa que na imagem aparece, faz parte da composição, sendo assim os  elementos humanos que aqui aparecem, caso desejem eu retiro a imagem, sem problema, caso contrário, desde já, obrigado!   



Há algumas décadas atrás, eu era um garoto, e como qualquer garoto, eu tinha alguns amigos. Morávamos em um bairro afastado do centro de São Paulo. Certo dia após um convite deste amigo meu, eu e meu irmão fomos brincar na casa dele. A mãe deste meu amigo era costureira e trabalhava em um dos cômodos da casa deles. E lá estávamos nós brincando, não me recordo do quê, apenas sei que ela deixava que brincássemos ali para que ela pudesse trabalhar enquanto nos observava para que nada de desagradável acontecesse, ou algo que pudesse causar danos a algo, ou alguém.  Enquanto ela fazia o seu trabalho de costureira, nós, vez por outra passávamos correndo pela sala em que ela trabalhava, e havia as sobras dos cortes por todo o ambiente, bem como linhas e elásticos.
E foi em uma destas passagens pelo local de trabalho da mãe do meu amigo que eu, um menino que na época devia ter uns sete anos, reparei no chão por entre os retalhos de tecido um pequeno pedaço de elástico.
Não era um pedaço grande, devia ter no máximo uns vinte centímetros, e ao avistar o elástico ele se abaixou e pegou e saiu correndo e dizendo olha o que eu encontrei, exibindo o brinquedo “encontrado” aos amigos. Logo em seguida guardou o achado no bolso e continuaram brincando até o fim da tarde, quando por recomendação da minha mãe eu devia ir para casa para banhar-se e aguardar o momento de jantar.
Aquele dia parecia deveras proveitoso, assim pensava aquele menino quando ao final da tarde se encaminhava para sua casa, brincou a tarde inteira com os amigos e o irmão, e ainda havia encontrado um pedaço de elástico.
Espere um momento. Antes devo explicar o meu contentamento pelo que “encontrei”.
Naquela época, crianças moradoras da periferia de São Paulo inventavam um monte de brincadeiras, entre tantas, havia uma que hoje não vejo com a mesma alegria de épocas passadas. Nós costumávamos pegar aqueles elásticos de prender dinheiro, e também os palitos de fósforos que encontrávamos pelo chão, que eram dobrados ao meio, e devo dizer que os melhores eram aqueles que quando dobrado eles não se separavam, desfiava, mas não se faziam em dois.
E com os palitos dobrados e o elástico apoiado no dedo polegar e no indicador tínhamos um estilingue, e naqueles anos o bairro em que vivíamos não era tão povoado como hoje, e alguns moradores criavam porcos e galinhas, e por este motivo havia também muitas moscas, e estas é que eram nossas vítimas. É isso, atirávamos os palitos dobrados nas moscas, fazíamos uma espécie de torneio para ver quem fazia mais moscas deixarem de existir, eca. É verdade, não era uma brincadeira nem um pouco higiênica, mas, uma criança na sua simples vontade de brincar sempre encontra uma forma de ocupar o tempo ocioso e, é nestes momentos sempre surgem algumas traquinagens!
E voltando ao garoto que era e o meu achado, eu estava aguardando a hora do jantar e enquanto isso, a traquinagem imperativa me fez testar o novo “brinquedo”, e lá estava eu abreviando a já tão breve vida de algumas moscas, quando de repente vi minha mãe parada na minha frente, e quando meus olhos encontraram com os dela, ela me fez uma pergunta.
Aonde foi que você conseguiu isto?
Eu, um filho obediente e, acostumado a sempre dizer a verdade, sequer hesitei em responder que o meu novo brinquedo havia sido encontrado no chão da sala da costureira.
Após dizer isto eu já me preparava para dar fim a mais uma desavisada mosca, e sem saber que havia dado a resposta errada, pois minha mãe com um tapa desfez minha mira, e foi naquele momento, após ouvir o estalo da sandália nada macia de minha mãe no meu braço eu tive o entendimento que estava encrencado.  Pois, logo a seguir outra estampada da sola da sandália acompanhada de outra pergunta e, esta era deveras mais difícil responder!
Quem foi que te deu este elástico?    
 E como sempre eu gostava de ser verdadeiro, disse já iniciando um sonoro choro, que ninguém me havia dado o elástico, e que eu havia achado no chão da sala da costureira e, aumentei o som do choro logo que recebi a terceira estampada daquela sandália tão resistente que os locais mais macios dos meus braços e pernas, eu creio que por mais de um par de anos. A esta altura o brinquedo já havia sido confiscado e o seguimento do interrogatório veio acompanhado de outras doloridas chineladas, e, mais daquela tão sem resposta e odiada pergunta, certamente as minhas respostas não eram as que ela, minha mãe esperava ouvir, bem ao menos naquele instante tão dolorido!
Você se esqueceu do que eu e teu pai sempre falamos aqui dentro de casa para você e seu irmão, que não se deve pegar nada que não seja seu sem que alguém lhe ofereça. E se você pegou mesmo este elástico, aonde você diz, não é achado, pois estava na casa da costureira, e se estava, a ela pertence, e se ela não lhe ofereceu, você roubou, e isso nós não fazemos, somos pobres, mas, jamais roubamos!
E junto a este discurso, o potente som do meu choro de menino desesperado, vez por outra aumentava o volume, na tentativa de demonstrar que as estampadas da sandália, além de doridas já estavam me deixando cheio de pegadas e não somente por saber que ia ficar sem o brinquedo, mas também por ouvir além das perguntas, e do som do encontro daquela malvada sandália com meus braços e pernas, acreditem, ela minha mãe após ouvir o choro em volume mais alto, me pedia para calar a boca dizendo, engole o choro, engole o choro. E isto não era tudo, sim, tinha mais, ao fim da explicação de que não foi um achado, ela me fez outra recomendação dolorosamente expressa, pois a cada dolorida chinelada, uma frase era dita e assim se segui, e entre soluços, e, as marcantes dores, eu tive a certeza, de que aquele dia, eu jamais esqueceria.
E com os braços e pernas parecendo pagina de jornal, todo estampado com o formato as sola da sandália da minha querida, porém naquele momento deveras zangada mãe, eu fui em direção à porta. Eu ainda soluçava e meus olhos alagados de lágrimas que fui forçado a fazer verter não me deixavam enxergar o caminho que devia percorrer direito, ainda assim caminhei para a rua. E fui descendo a ladeira pela rua de terra, aqueles quase quinhentos metros foram caminhados em total transe, ia tão absorto em meus pensamentos, na dor que sentia e na vergonha que com certeza iria enfrentar por muitos dias, bem como no pedido de desculpa que deveria fazer a bondosa senhora, dona do pretenso achado!
Tão distraído caminhava eu que somente percebi que já havia chegado ao destino quando ouvi a voz da senhora me perguntando o motivo de eu estar ali, já anoitecendo, diante dela, e chorando.
Sem que eu pudesse me conter reiniciei um choramingo, e não era pela dor da surra, mas, por saber que o meu novo “brinquedo” já não era mais meu!
E foi naquele momento que iniciei meu pedido de desculpas aquela bondosa senhora, pedido e explicação sobre o pedido estes que saíram intercaladas por aquele que já se tornava deveras irritante, soluçar.
E as palavras ditas entre os soluços que eram dominantes, com medo e vergonha eu iniciei meu pedido de perdão, não por medo da costureira, mas por imaginar ter aranhado a amizade das duas famílias, pois eu sabia que a costureira agia da mesma maneira que agiu minha mãe. Senhora, eu peço perdão por isto que fiz. Eu iniciei dizendo para a costureira.  A minha mãe me mandou vir devolver isso, e estiquei ao braço e abri a mão e expus a ela o motivo que até sua casa me levou já anoitecendo. Isto eu peguei no chão da sua casa quando brincava, ela me mandou devolver e lhe dizer que não foi achado, e tão pouco me pertence, pois não me foi oferecido, e me pediu para pedir perdão por ter pegado o que lhe pertence, e senhora, ela aguarda que, eu retorne com a sua resposta se me perdoa, ou não.
A costureira ficou entristecida pelo meu estado, mas eu creio que como mãe que era também, ela não devia desmerecer a autoridade da minha mãe. Ela pensou um breve instante, em seguida me disse que não era necessário devolver, ela contou que havia percebido quando eu peguei, e sabia para o que seria usado, pois, os filhos dela também faziam o mesmo. Ela me fez estreitar os olhos e distender minha boca quase até as orelhas de alegria ao dizer ainda que, eu estava perdoado, e eu devia prometer que nunca mais repetiria reprovado ato, para não levar outra surra parecida, disse ainda que não precisava que a minha mãe me castigasse daquele jeito por aquilo, mas, que eu não devia me preocupar e nem ficar magoado com a minha mãe foi desta maneira que minha mãe aprendeu, e, sabemos que somente ensinamos o que sabemos, e quase sempre da mesma maneira que aprendemos e para minha dorida tristeza eu aprendi da mesma maneira. Não vou negar que na época fiquei chateado, pois eu fiquei deveras chateado, mas, hoje eu entendo todas as suras que me foram aplicadas, olhando para trás, vendo como me comporto hoje, eu até sou capaz de agradecer as marcas das sandálias e cintos que meus pais me tatuavam semana sim, semana não, nossa, isso já são deveras saudades, sim, mas é também a consciência de que foram de grande valia aquelas surras!  E naquele momento eu, o menino me lembrei das palavras ditas por minha mãe. E sempre após a dolorida aplicação daquela “educação”, (risos) sim, se no passado eu chorei, hoje vejo que tantas lágrimas vertidas não foram em vão, pois hoje me permitem lembrar e sorrir!
Um dia você vai me agradecer por estas chineladas, você é meu filho, e eu prefiro que seja eu a surrar você hoje, pois não quero que amanhã um estranho faça isso, filho meu nasceu para ser gente e não para apanhar na rua de estranhos!
A sua mãe gosta muito de você, e por isso está ensinando como deve ser, e não fique zangado com ela. Vá e diga a ela que nossa amizade não vai se interromper por uma bobagem destas e não é necessário impedir você de vir cá, e que você está perdoado e pode vir brincar sempre com os meus filhos, pare de chorar e, leve o seu pedaço de elástico. E após me dar um abraço e um beijo recomendou que eu dissesse para minha mãe que agora ela realmente havia me presenteado com o causador daquela confusão. Ande, vá para casa, que já está escurecendo!
Deveras muito bondosa, sim, era uma senhora muito bondosa. Onde quer que esteja ela, eu desejo que esteja feliz!  
Quantas vezes minha mãe levava eu, meu irmão e minha irmã na casa dela e, após uma breve conversa entre elas, a bondosa senhora estava anotando nossas medidas e após alguns dias lá estávamos nós, experimentando novas vestimentas, bons tempos que somente me dói lembrar é das alfinetadas eu que levava algumas vezes por não ficar devidamente quieto, sim, eram bons tempos!
Ah, enfim foi assim, ela como uma fada, a bondosa costureira me fez retornar com o antes achado, e agora presenteado e, bem, as chineladas não iam voltar atrás, ou serem retiradas, mas desta vez eu esperava não ser surrado, por retornar com o presente, doado!
 Pois é, até aquele dia eu ainda não fazia ideia o quão valorosas foram todas aquelas surras em meu viver, eu ainda não havia ouvido com atenção para perceber o quanto aquelas palavras ditas por minha mãe me fariam se transformar em um ser justo, claro que foi de um modo dolorido, mas, é como dizem, há males que nos vem para o bem! 
E desde aquela época este menino não esqueceu os ensinamentos dos pais. Ser pobre não é vergonhoso, andar com uma roupa velha, porém limpa não vai fazer com que lhe apontem na rua, mas se você rouba, não importa como você se veste, pois sempre alguém na multidão vai gritar é ladrão, e, isto sim é uma deveras desonra!
                                          E nos tempos atuais, alguns pais ensinam aos filhos que devem vencer sempre, que respeito se consegue quando se tem muito dinheiro, e que ser pobre é um pecado, enfim, ensinam aos filhos uma maneira de se tornarem egoístas, preocupados com o próprio umbigo, e criam filhos que sequer sabem fazer amigos, pois não respeitam nem a si próprios!
E assim percebi que, derramar aquelas e outras lágrimas, não por livre querer, mas, o calor delas me escorrendo pelo rosto, eu ainda hoje posso sentir, bem como ouvir as palavras proferidas por minha mãe, e que me fizeram entender o real valor de muitas coisas, e da vida, que é muito mais importante que tudo que conheço sobre esta terra!

                                                             Sotnas Odlabu 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Apenas, momentos deste meu viver...

Imagem feita em Campos do Jordão, junho de 2013 por Sotnas Odlabu. 




Quando estou a caminhar pelas ruas, observo as poucas árvores que temos na cidade. E nestes momentos vejo tantos detalhes em volta. Algumas árvores plantadas naqueles tão diminutos espaços são de tamanho desproporcional para o espaço em que estão assentadas. Enquanto outras parecem que entendem que seria melhor crescer até que sua sombra envolva o pequeno pedaço de terra que lhe foi oferecido, porém na época da florada muitas destas pequenas são as que exalam com maior vigor seus olores.
E isto é fantástico, a natureza em sua simplicidade sempre a me encantar. Apesar de que algumas exalem somente o olor das folhas, ainda assim posso admirar as variedades de belas folhas e flores que mesmo caídas ao chão, até serem pisoteadas, permanecem belas até que desapareçam secas pelo passar dos dias, bem, é como tudo que existe e vive neste planeta, cedo ou tarde deixa de viver. Embora alguns nem queiram deixar de estarem vivos, outros fazem de tudo para que sua partida desta vida seja deveras rápido, e assim cá pouco tempo fica após a chegada, entretanto, eu, sigo sempre querendo por cá estar!
E ainda que cheio de saudades, estes momentos deste meu viver são intensos e, gosto quando acontece por vezes quando estou a caminhar pelas ruas, e ao passar na frente de algumas residências em horário de preparo das refeições, de sentir cheiros da infância. Ah estes cheiros, que sempre me trazem tantas lembranças, boas e alegres lembranças de quando era criança, é assim como os olores perfumados das árvores nas calçadas. São emoções tal que, logo percebo os olhos em ação de vazantes, pois teimosas lágrimas de alegria emotiva insistem em ocupar espaços destinados ao campo visual. Não é fácil disfarçar certas emoções, mas, também não posso ser condenado por ainda ter em mim um pouco de sensibilidade ou, sei lá, eu creio que tenho direito de me emocionar deveras com os aromas da infância, talvez seja por eu jamais ter deixado de me relacionar com esta parcela humana, destemida e tão crente, e que quase sempre com a mesma sinceridade dirigiu meu viver desde o inicio desta minha jornada, a criança, que ainda sou! E nos dias atuais tenho percebido que a sensibilidade não diminuiu, ao contrário, é perceptível um grau maior, pois as vazantes que embaçam a visão não necessitam de apelos deveras dramáticos, e isto me fez entender o motivo pelo qual as pessoas com mais idade que meus pais quando eu era criança eles traziam consigo sempre lenços, era um acessório que não faltava nos bolsos, podia não ter carteira, mas o lenço lá estava!
Ainda assim prezo este sentimento deveras intenso e bom, e sou grato por ainda sentir, e poder lembrar, pois é somente o que nos sobram, as belas e intensas lembranças, lembranças de toda a vida, e principalmente dos vários olores da nossa infância alegremente vivida!   

Sotnas Odlabu

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